sábado, 12 de março de 2011

ESTATUTO E PAPEL SOCIAL

INTRODUÇÃO


No presente trabalho iremos abordas temas excentricamente delineados na noção de estatuto e papel social, nele iremos abordas exaustivamente sobre o estatuto e papel social e faremos uma breve incursão em alguns subtemas subordinados a eles, tais como a atitude, as crenças e falaremos também da religião como refúgio e sobre o preconceito.

Estatuto é o conjunto de posições relativas a um indivíduo. O homem socializado faz parte de vários grupos que estão interligados. Uma pessoa assume várias posições e cada uma está ligada a um grupo. É o conjunto dessas posições que situam o indivíduo na hierarquia social e que constituem o seu estatuto. Estas posições representam níveis de prestígio e de poder diferentes, tal como envolvem compensações diferentes.

Os sociólogos chamam papel social às expectativas da sociedade, relativamente ao nosso comportamento em cada circunstância particular.



DESENVOLVIMENTO

ESTATUTO SOCIAL

Chamam estatuto social ao lugar, ou posição, que determinado indivíduo ou grupo ocupa na colectividade, bem como o conjunto de comportamentos que esse indivíduo ou grupo pode objectivamente esperar dos demais, em virtude do papel social que desempenha.

O estatuto é portanto o comportamento que o indivíduo espera dos outros em relação a si próprio e ao seu papel.

Um indivíduo, ao ocupar múltiplas posições, vais desempenhar múltiplos papéis, como se fosse um actor. Na vida social, o papel social e a posição social são coincidentes. Assim, o papel social é o sector organizado de orientação de uma pessoa definindo a sua participação no processo de interacção pessoal.

Principais factores que influenciam o estatuto social:

- Estrato social a que pertence;

- Ascendência: família de que o indivíduo provém ( nobre, rica, intelectual, etc.;)

- Situação económica (poder económico);

- Situação política;

- Papéis que desempenha;

- Meios que o indivíduo frequenta;

- Sexo

- Idade;

- Cor a pele; etnia;

- A religião.



Quando falamos de estatuto, falamos de Estatuto atribuído e Estatuto adquirido. O Estatuto atribuído é o lugar que cada indivíduo ocupa nos diferentes grupos a que pertence ou no conjunto da sociedade global, poder-lhe-á ser, inquestionavelmente, transmitido, isto é, atribuído. Assim acontece com o estatuto de filho, de herdeiro, o de monarca que ascende ao trono por via hereditária… Em todos os casos apontados, os indivíduos nada fizeram para terem direito ao cargo ou à posição social que ocupam.



O Estatuto adquirido, por seu turno, resulta de um certo esforço dos indivíduos para o alcançar. É o caso do indivíduo casado, com profissão, praticante de um desporto ou um candidato a um cargo político, por exemplo. Nestas situações, o indivíduo teve de agir para conseguir este novo estatuto.



PAPEL SOCIAL

O Papel Social é, assim, um conjunto de comportamentos próprios de um determinado cargo social esperados pela sociedade enquanto o estatuto social é um conjunto de comportamentos que um indivíduo espera da sociedade em função do papel social que desempenha



Os papéis diferem no espaço e no tempo, e além disso, são múltiplos e variados, tal como o são as suas ligações e relações. Assim, o número e a natureza dos papéis sociais constituem a imagem de uma sociedade num momento preciso da sua história.



A variedade de papéis que cada indivíduo desempenha é tanto maior quanto mais desenvolvida economicamente for a sociedade em que este se encontra.

Nas sociedades modernas os indivíduos são integrados numa rede cada vez mais complexa de funções, verificando-se uma diversificação de posições e uma multiplicação de papéis.



Com efeito, os papéis evoluem em função do contexto global, a nível social, económico e cultural, modificando-se também a sua hierarquia.



ATITUDE



Atitudes são constatações, favoráveis ou desfavoráveis, em relação a objetos, pessoas ou eventos. Uma atitude é formada por três componentes: cognição, afeto e comportamento.

O plano cognitivo está relacionado ao conhecimento consciente de determinado fato. O componente afetivo corresponde ao segmento emocional ou sentimental de uma atitude. Finalmente, a vertente comportamental está relacionada à intenção de comportar-se de determinada maneira com relação a alguém, alguma coisa ou evento.

As pessoas acham que atitude é ação. Todavia, atitude é racionalizar, sentir e externar. A atitude não é um processo exógeno. É algo interno, que deve ocorrer de dentro para fora. E entre a conscientização e a ação, necessariamente deverá estar presente o sentimento como elo de ligação. Ou você sente, ou não muda.

As atitudes devem estar alinhadas com a coerência, ou acabam gerando novos comportamentos. Tendemos a buscar uma coerência racional em tudo o que fazemos. É por isso que muitas vezes mudamos o que dizemos ou buscamos argumentar até o limite para justificar uma determinada postura adotada. É um processo intrínseco. Se não houver coerência, não haverá paz em nossa consciência e buscaremos um estado de equilíbrio que poderá passar pelo auto-engano ou pela dissonância cognitiva.

CRENÇA



Em filosofia, mais especificamente em epistemologia, crença é uma condição psicológica que se define pela sensação de convicção relativa a uma determinada ideia a despeito de sua procedência ou possibilidade de verificação objetiva. Logo pode não ser fidedigna à realidade e representa o elemento subjetivo do conhecimento. Pode também ser entendida como sinônimo de fé e, assim como qualquer manifestação de convicção, acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, é ser convicto, e sendo a fé/crença uma forma de convicção, é impossível duvidar e crer ao mesmo tempo.



Apesar de linguisticamente consensual, a definição de tal expressão têm sofrido mudanças substanciais ao longo dos séculos tendo sido definida de formas diferentes em diferentes períodos, ora como convicção dissidente da razão, ora como convicção racionalmente fundada. Platão, iniciador da tradição epistemológica, opôs a crença (ou opinião - "doxa", em grego) ao conceito de conhecimento como modelo de explanação contrário às premissas relativistas sugeridas pelos sofistas que abordavam as crenças/opiniões e o conhecimento de forma indiscriminada reduzindo a verdade à conjectura de interesse individual.



PRECONCEITO



Preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial" e "sexual".

De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada "estereótipo". Exemplos: "todos os alemães são prepotentes", "todos os norte-americanos são arrogantes", "todos os ingleses são frios". Observar características comuns a grupos são consideradas preconceituosas quando entrarem para o campo da agressividade ou da discriminação, caso contrário reparar em características sociais, culturais ou mesmo de ordem física por si só não representam preconceito, elas podem estar denotando apenas costumes, modos de determinados grupos ou mesmo a aparência de povos de determinadas regiões, pura e simplesmente como forma ilustrativa ou educativa.

Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro. Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.

RELIGIÃO

Religião é um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo, especialmente quando considerada como a criação de um agente sobrenatural,[1] ou a relação dos seres humanos ao que eles consideram como santo, sagrado, espiritual ou divino.[2] Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida. Elas tendem a derivar em moralidade, ética, leis religiosas ou em um estilo de vida preferido de suas idéias sobre o cosmos e a natureza humana.

A palavra religião é por vezes usada como sinônimo de fé ou crença, mas a religião difere da crença pessoal na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo as congregações para a oração, hierarquias sacerdotais, lugares sagrados, e/ou escrituras.

A religião é um caminho coletivo. Mas a religiosidade é um caminho pessoal, pois resulta da relação direta entre o ser individual e o Todo. O homem, portanto, pode filiar-se a uma religião e não ter religiosidade. Mas quem tem religiosidade não necessita de religião, embora, pelos motivos mais diversos, possa pertencer a religião que mais se aproxima de sua concepção da Divindade.



Toda teologia não passa de um faz de conta. O que chamamos de dogmas são as regras deste jogo. E o jogo parece real para os jogadores, os quais, zelosamente, observam suas regras.



O homem religioso é um ser com uma fé apurada, ele acredita nas coisas que não vê acredita simplesmente por ouvir. Tendo em conta este facto todo o religioso acredita em uma entidade suprema, uma divindade em um ser superior omnipresente, omnisciente e omnipotente por isso quando alguém com essa crença vê sua vida em uma situação de crise ou colapso, acredita que já não há solução possível neste caso recorrem ao ser supremo, é a partir daí que o homem começa a ter a religião como refúgio para seus tormentos.



Em todo o mundo observam-se situações do género, pessoas correndo por trás de religiões para dar respostas aos seus mais perturbadores problemas que vão desde questões de saúde, social, familiar e até mesmo a nível espiritual.















CONCLUSÃO

Depois de um amplo estudo podemos concluir o seguinte; O estatuto dá ao indivíduo a definição de si próprio. Ele incorpora-se na consciência de si. Na noção de estatuto há certamente uma ideia de hierarquia. Isto é evidente no domínio económico mas é também verdade nos domínios familiar, religioso, político ou intelectual. Há portanto estatutos inferiores e superiores. Os superiores exaltam a estima de si próprio e os inferiores diminuem-na ou oprimem-na.

O papel social define o conjunto de normas, direitos, deveres e explicativas que condicionam o comportamento dos indivíduos junto a um grupo ou dentro de uma instituição. Os papéis sociais, que podem ser atribuídos ou conquistados, surgem da interacção social, sendo sempre resultado de um processo de socialização.

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